domingo, 27 de fevereiro de 2011

Carro. Um verme social?

Uma das maiores invenções de toda história da humanidade foi a roda, que levou a invenção da carruagem e depois o carro, que foi feito para tornar a vida das pessoas mais comoda, transportar coisas, tornar o percurso mais rápido e agradável. O carro também se tornou um forte símbolo de poder e disputa e com a enorme produção das fabricas de automóveis acabou transformando a comodidade em inferno, caos e destruição do meio ambiente e das próprias pessoas. A muitos anos que não tenho carro, não porque não gosto, mas porque além de tudo não tenho dinheiro e não acho interessante a ideia de me sacrificar para pagar um carro em 40 meses ou mais, depois ter que pagar seguro caríssimo, estacionamento, concertos e ainda ter que andar com o vidro fechado, para não correr o risco de ter no meio de um engarrafamento um cano de uma pistola automática apontada para minha cabeça. Não acho legal, é muito desagradável esta sensação de impotência e não quero ser mais um numero nas estáticas de mortes por sequestros relâmpagos e roubos de carros.
Tenho uma velha bicicleta e com ela me locomovo para fazer varias coisas pela cidade. Por causa disto, como participo também do transito, mas de uma forma mais lenta, tenho a oportunidade de observar mais o movimento e perceber a coisa de uma forma diferente da visão de um motorista de automóvel. Primeiro que muitas pessoas de dentro dos seus carros com vidros escuros e fechados fazem coisas que da a impressão que o veiculo tem vida própria, como se não tivesse uma pessoa, um ser humano com alma dirigindo. Esta todo mundo se achando o "dono do pedaço", com mais direitos que o outro e com isto no dia a dia vai acontecendo uma sequência de erros simples de comportamento , direção e desrespeito as regras básicas, o que leva a milhares de atropelamentos, desastres e mortes. Esta guerra estúpida mata mais que muitas guerras e a maioria de todas estas mortes diminuiriam somente com um pouco mais de atenção as regras  básicas, direção defensiva, treinamento adequado e respeito ao próximo.
A coisa tá tão feia e espremida de carros e motoristas estressados que se uma nave vinda de outro planeta parasse a uma certa distancia da terra e observasse, iria pensar que esta massa de carros desgovernados seriam uma espécime de vermes da terra.

















imagens/google






















Motorista atropela grupo de ciclistas; Veja;  http://br.noticias.yahoo.com/s/27022011/25/manchetes-motorista-atropelou-ciclistas-deve-se.html

video de: gabisteigleder

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Luiz Carlos Porto, um mito no rock nacional

Luiz Carlos Porto(vocalista) foi do Ceara pro Rio de Janeiro nos anos 70 participar do Festival internacional da canção. Anos mais tarde de volta ao Rio de Janeiro, fundou uma das melhores bandas de rock do Brasil; O Peso.
Nos anos 80 e fim de 90 eu estava morando em Fortaleza e lá eu fiz a minha trilionésima tentativa de formar uma banda de estrada, o Vade Retro que se tornou mais uma das minhas bandas que nunca saiu dos ensaios e "porres" nas ótimas noitadas de Fortaleza, nosso maior show( eu na guitarra e somente vocal) foi numa festa na beira da praia do Futuro(Titanzinho) numa casa cheia de bêbados, nosso maior publico; 40 pessoas com a cabeça lotada de caipirinha e um headbanger que levou um"chifre" da namorada e queria se afogar na praia, não passou das primeiras ondas.
Mas o grande" point" das bandas era a Praia de Iracema, a Ponte Metálica, o bar do Estoril e o bar que nos inventamos; O Bar do Delclecio, onde todas as bandas que estavam começando se juntava pra tomar cerveja, trocar uma ideia e depois esticar a noite que pra nós nunca tinha fim e por lá pelas esquinas sempre do nada aparecia luiz Carlos Porto, como uma sombra, solitário, sempre olhando pra lugar algum, aquele olhar de todo visionario que já tinha estado "LÁ"(o seu planeta magico) e agora ficava apenas na contemplação. Mas eu cheguei a pensar em fazer um som com ele...mas o "cara" nem me conhecia e na verdade as minhas bandas nunca foram feitas pra tocar além das moscas e baratas do meu quarto, acho que ele não iria gostar da ideia. Vanderlei Prado
O peso: Eu não sei de nada   by leosantosmarques
O Peso : Boca Loca                by RNregina


















O mesmo prédio na praia de Iracema, em duas épocas diferente




















A ponte Metálica /   Antes da reforma da Ponte Metálica era comum ver golfinhos, varias vezes eles davam minutos de shows sem cobrar uma sardinha sequer, era só chegar na Ponte, ficar de "bobeira" que eles apareciam. Um dia depois de uma rodada pelos bares de Iracema, dormi no final da Ponte e fui premiado com vários golfinhos em formação na caça de um cardume de peixes voadores, varias manobras e muita velocidade. Depois com a reforma da Ponte colocaram até restaurante e posto para visualizar os golfinhos, sabe como são os humanos, sempre estão colocando coisas onde não deviam e deixando de colocar coisas onde realmente deveriam colocar. No caso da Ponte, pelo menos na época que morei por ali e todo dia estava perdendo umas horas por lá, me deu a impressão que os golfinhos andaram dando uma sumida, talvez não tenham gostado muito daqueles estudiosos; - Oba! vamos analisar os golfinhos...mas quem sabe eles voltaram...Agora não dá pra segurar mesmo esta vontade que os humanos tem de ficar analisando e catalogando tudo que vem pela frente.
Mais ou menos na mesma época pude presenciar de dentro de um ónibus passando por um bairro pobre de Fortaleza, um grupo de pessoas praticamente linchando outro, mas não vi nem um posto para estudos e visualização de linchamentos de pessoas por ali.


Assim ficou a Ponte com seu posto para ver golfinhos











































http://kaustyp.blogspot.com.br/2012_12_03_archive.html

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1219420

O dia do ladrão Fui roubado, entraram na minha casa, quebraram o vidro e arrombaram um cadeado, já era previsto e tinha tirado já ...