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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Banda de Rock III Milênio



Os anos 60, 70 e começo de 80 foram uma época magica para o Rock . Um amigo que morava em Fortaleza costumava dizer, para explicar bandas como Pink Floyd, Purple, Beatles, Stones, Yes, Sabbath, entre tantas que chegaram ao que chegaram, dizia ele, um cara com uma “pegada” mais mística, pra não dizer aprendiz de "Feiticeiro", que estas bandas existiram graças a alguma configuração no universo, ou seja esta geração estava “condenada” no bom sentido a se encontrar e fazer o que fizeram. Faz algum sentido, mas O ACASO e a despretensão de quem esta vivo pra ser dono e lutar pelo controle do seu destino também pode explicar , agora o mais importante nisto tudo é que o trabalho foi feito. Quando John Lennon no final dos anos 70 disse que o sonho tinha acabado, a sua frase pra mim não tinha a menor importância porque no meu caso a festa estava apenas começando e eu estava indo pra estrada simplesmente pra conferir aquilo que eu havia escutado do movimento destes tempos, naqueles discos que eu tinha que esperar doze meses até o próximo lançamento.. John Lennon morreu e eu estava em Manaus, praticamente no começo da minha viagem que levou muito anos e isto também fez com que eu não tenha conhecido algumas coisas importantes da cena rock de SP, do Punk do ABC por exemplo, muitas bandas que surgiram e depois sumiram. Por outro lado fui pegando a musica diretamente na sua raiz, nos puteiros de beira de estrada de Belém, nos bares simples da Colômbia, nas "Penhas"( não sei se o termo esta correto, mas assim eram chamados, casas que pessoas se reuniam para beber e tocar)   do Peru e no radio de pilha que fez a minha trilha sonora por estes países. Quando voltei ao Brasil vindo do Chile, na época do nefasto Sr. Pinochet, morei no Rio e frequentei o Circo Voador onde estava surgindo um dos maiores movimentos do Rock nacional, o pop Rock na verdade. Barão vermelho com Cazuza fazia um som com letras que falavam o que realmente acontecia na cabeça de um garoto do Rio de Janeiro, Titãs igualmente sobre SP, Paralamas, Blitz, Lobão, Legião Urbana. Esta geração conseguiu colocar uma sonoridade na linguagem, na maneira de se cantar rock em português. Jorge Ben foi um dos mestres nesta linguagem, apesar disto ter sido em outra época onde o pessoal da Jovem Guarda pegou o mesmo movimento Rock and Roll; Little Richard, Chuck Barry, Elvis, praticamente( ou um pouco só depois ) no mesmo tempo que o próprio USA e Inglaterra. Erasmo e Roberto Carlos cantavam sem perder pra ninguém no mesmo estilo juvenil do Rock and Roll, só que o Brasil é o reduto do Samba e de tantos outros sons também e no  caso de Jorge Ben Jor ele conseguiu fazer a alquimia, colocou João Gilberto junto com Chuck Berry, Soul, no seu caldeirão, sem se preocupar com outras opiniões e deu no que deu, influenciou toda uma levada de cantores do Rock Nacional, principalmente o Pop . No caso do Rock, Hard, ou o som mais pesado precursor do Heavy, Thrash entre outros sons e também do rock Progressivo, a coisa antes do surgimento do Pop Nacional ou da explosão via Circo Voador e Radio Fluminense, era mais complicada, muitas bandas queriam ser praticamente clones das grandes bandas Inglesas ou Americanas e aí tinha aquela questão; Pra que comprar um disco perfeito de uma banda nacional que se esforça tanto pra parecer com Led Zeppellin, ou Purple se eu posso comprar o LP da banda original, sem falar nas bandas cantando em Português tentando soar, a pronuncia, como se fosse em Inglês. Eu vi isto agora depois de tanto tempo no Rock in Rio, uma banda muito boa, entrou tocando Motörhead e foi  bem, mas quando fez o seu som cantando em português eu mudei de canal. Alguém talvez se lembre de "Manuel...Foi pro céu", no caso de Ed Mota( Soul ) podemos "dar um desconto" porque ele conseguiu fazer o som. Nos anos 70 e 80 na contra mão disto tivemos bandas cantando em Português, como Novos Baianos , Mutantes , Secos e Molhados que mostraram que era possível sim fazer rock nacional bom sem cair nestas armadilhas e ficar perdido na Selva do Rock and Roll.
Entre tantas bandas que cantaram em Português e também fizeram isto muito bem existe uma que poucas pessoas infelizmente não conheceram. Esta banda chegou a lançar um disco com reconhecimento internacional, isto muito antes de muitas bandas conhecidas; O nome desta banda é III Milênio.
Um álbum conceitual, uma opera rock cantada em Português e sem querer soar como se estivessem cantando em Inglês, Rock nacional de verdade, os caras estavam fazendo um som progressivo com ótima sonoridade e com levadas de guitarras que esbarram no Heavy, quase um thrash domado com sonoridade clássica.
A
 banda lançou uma página no facebook para comemorar os 23 anos do
 lançamento mundial de Aliança dos Tempos - Ato I - Tawan e lançará em
 1 de dezembro de 2013 um blog (já em fase experimental)  com o
anúncio da NOVA OBRA ÉPICA da Casa de Aron, musical em dois atos
compostos com harmônicos"



video

sábado, 5 de outubro de 2013

A Feirinha da Teodoro Sampaio voltou

Aos sábados entre a esquina da João Moura e a Rua Lisboa, Pinheiros São Paulo.
Arte na Rua.
Artesanato
Produtos culturais, à uma quadra do quarteirão das melhores lojas de instrumentos musicais de SP e perto da estação do metro Clínicas.
Teodoro c/Feira aos sábados
Teodoro sem Feira na semana
Rua Teodoro Sampaio

Artesanato e cerveja gelada e barata na redondeza

 
Pessoas na Teodoro

Pessoas, pessoas... de todos os tipos
Pessoas, pessoas... de todos os tipos
Pessoas de São Paulo
Pessoas de todos os lugares

1250 head bangers descendo a rua Teodoro
823 emos
400 Elvis e 200 Bob Marleys
50 Rihannas e 125 Katy Perrys...2 Steven Tyler e 3 Erasmo Carlos
700 lutadores de MMA em busca do titulo e 19750 bonecos infláveis de academia
300 Punks e 9000 bonecos japoneses que acabaram de fugir do gibi
Uma Barbie e nenhuma Marilyn Monroe

Pessoas, pessoas de todos os tipos
Pessoas, pessoas de todos os tipos

40 artesãos malucos, 10 Hippies que nunca mais voltaram de Woodstock
E um alemão com cara de brinquedo( Vanderlei Prado )

video
Video com o Alemão dos brinquedos/peças antigas de coleção
Alemão também trabalha na Feirinha da Teodoro aos sábados das 10 hs as 18 hs










Arte nas ruas de SP

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Bill Gates: pizzas, rachas e os primeiros passos da indústria de PCs

Talvez seja difícil de acreditar, mas o Tio Bill realmente viveu alguns anos divertidos na sua curta época de universidade
 Por Rafael Gazzarrini em 2 de Outubro de 2013


Hoje em dia, as pessoas enxergam o famoso Bill Gates como um senhor muito rico e um dos gigantes do mercado dos computadores — além de ser um filantropo declarado, investindo uma parte considerável da sua fortuna em programas de caridade. No entanto, o empresário nem sempre foi essa pessoa “certinha” que todos estão acostumados a ver.
Em uma obra escrita pelo autor Walter Isaacson — que está escrevendo sobre os grandes nomes da Era Digital —, ele relembra um pouco do tempo em que Gates estudou na Universidade de Harvard, assim como os seus primeiros passos que o direcionaram para o mercado de computadores pessoais. E talvez você se espante um pouco com tudo que o Tio Bill fez na sua juventude.

Escolhendo o próprio caminho...

Quando estava terminando os seus estudos no colégio, Bill Gates fundou um pequeno grupo que desenvolvia linhas de códigos para empresas norte-americanas — algo raro naquela época, principalmente se você levar em consideração a idade dele. Por conta disso, ele conseguiu créditos suficientes para pleitear vagas nas Universidades de Harvard, Princeton e Yale.
Na primeira, ele focou a sua paixão por matemática, sendo que na segunda a sua vocação como líder falou mais alto e, na terceira, foi a engenharia computacional. Ele chegou a pensar em entrar para o MIT, mas decidiu jogar pinball no lugar de comparecer à entrevista, de modo que ele acabou indo para Harvard.
Bill Gates: pizzas, rachas e os primeiros passos da indústria de PCsFoto da época em que Gates estava em Harvard. (Fonte da imagem: Reprodução/ufrgs)
Quando chegou à universidade, ele pediu para ter um companheiro de quarto que fosse de outra cultura, possibilitando uma troca de experiências. Dessa maneira, ele acabou amigo de outros dois universitários, chamados Sam Znaimer e Jim Jenkins — um de família judia refugiada e outro um afroamericano, respectivamente.
Em relação ao Tio Bill, eles dizem que o garoto era amigável e um pouco estranho. Além disso, o estudante chamava a atenção por estudar por até 36 horas seguidas e, depois, “desmaiar” por 10 horas. Sempre que acordava, Gates comia um pedaço de pizza e começava todo o seu processo de estudo novamente — no entanto, ele também era um apreciador de games feitos para o antigo console Atari, convidando os amigos para jogar com frequência.

Estudos, poker e mais pizza

Bill Gates: pizzas, rachas e os primeiros passos da indústria de PCsTio Bill curtindo um jogo de pôquer. (Fonte da imagem: Reprodução/Glamwire)
Por conta da sua maratona de estudos e pelo fato de que o senhor Gates é o tipo de pessoa que realmente foca os seus esforços, ele normalmente era considerado a pessoa mais inteligente da sua turma. E, mesmo conseguindo criar um jogo de baseball com computação militar, isso não continuou a acontecer por muito tempo.
Depois de um tempo, o futuro dono da Microsoft conheceu um aluno chamado Andy Braiterman, que era melhor do que ele em matemática. Após mais conhecer mais pessoas com esta mesma característica, Gates decidiu que iria aprofundar os seus conhecimentos em matemática aplicada — área em que demonstrou uma aptidão notável.
Também foi nesta época em que Bill descobriu o seu gosto pelo pôquer. Quando decidiu que iria dividir um quarto com Braiterman e se mudar para o alojamento Currier House, eles jogavam todo fim de semana com amigos comendo ainda mais pizza. No entanto, Gates era bom com a probabilidade das cartas, mas não em ler seus “adversários”, de modo que ele perdia uma boa quantia de dinheiro de tempos em tempos.

O início de uma era!

Em 1974, Bill Gates era um estudante de Harvard fascinado pelo possível mundo da computação e matemática. No entanto, foi um de seus amigos, Paul Allen, quem ajudou a dar o pontapé para que o futuro dono da Microsoft começasse a fazer história — mudando a sua vida universitária e também o seu futuro.
Tudo começou quando Allen, que havia abandonado a faculdade por conselho de Gates e se mudado para Cambridge, comprou uma edição da revista Popular Electronics, em que havia uma matéria sobre a chegada do primeiro computador pessoal, o Altair. Até aí tudo bem, mas o problema era que os dois estavam fora de toda essa situação.
Bill Gates: pizzas, rachas e os primeiros passos da indústria de PCsGates e seu amigo e co-fundador da Microsoft, Paul Allen. (Fonte da imagem: Reprodução/Wired)
Assim que Allen mostrou o artigo para o Tio Bill, o futuro empresário passou um bom tempo pensando de maneira intensa. Quando eles decidiram o que fazer, também resolveram perder as suas férias de inverno — mas por um bom motivo, já que eles passaram oito semanas criando seu próprio software de computação pessoal para o Altair.
Hoje em dia, quando se lembra do passado, o Tio Bill afirma que essa foi a sua decisão mais importante. Isso acontece pelo simples fato de que eles estavam investindo em algo completamente novo, já que não existia um mercado voltado para software como acontece atualmente, de modo que eles foram pioneiros.

Um pouco de “malemolência”

Bill Gates: pizzas, rachas e os primeiros passos da indústria de PCs
O programa que Allen e Gates gostariam de criar para o antigo Altair tinha o objetivo de possibilitar a produção de softwares por quem encarava a programação como um passatempo — além disso, a ferramenta era conhecida apenas como BASIC. O empenho era tanto que eles perderam provas de disciplinas da universidade e focaram apenas em produzir um bom produto.
Contudo, para que todo esse esforço resultasse em bons frutos, eles precisavam ter certeza de que o software seria vendido. Por conta disso, antes de terminá-lo, Gates e Allen ligaram para a MITS (fabricante do Altair) e venderam algo que ainda não estava pronto — mas é lógico que eles pretendiam finalizá-lo e vendê-lo o quanto antes.
Devido à sua rotina de trabalho, a dupla conseguiu terminar o BASIC e o resto é história. O Tio Bill e seu sócio (que por sinal, é Allen) cresceram ainda mais dentro do mundo da computação pessoal, fundaram a Microsoft e depois desenvolveram o Windows, revolucionando todo o mundo da computação e ajudando a construir os computadores que você conhece hoje em dia.

Mas e os rachas?

Pirates of Silicon Valley trailer

http://www.youtube.com/watch?v=lEyrivrjAuU 

  Uma curiosidade sobre os gostos de Bill Gates é o fato de que ele sempre achou bacana acelerar os seus carros até atingir altas velocidades. Por conta disso, um pouco antes de criar o famoso Windows, ele e Steve Ballmer apostaram corrida com tratores no Vale do Silício — assim como conta a história do filme “Pirata do Silício”, que também mostra um pouco da jornada de Steve Jobs.

Bill Gates chegou a ser preso duas vezes por conta das suas corridas, sendo que Paul Allen foi um dos responsáveis por tirá-lo da cadeia. Um pouco difícil de imaginar o atual senhor e filantropo encarando corridas ilegais nas ruas dos Estados Unidos, não é mesmo?