segunda-feira, 25 de junho de 2012

Arte na Rua ou repressão? O que é melhor pra cidade e as pessoas? Cantora canta Stones nas ruas do Rio


Deixando de lado os exageros sobre o potencial da cantora, uma coisa é mais do que certa: A importância das ruas, praças e calçadas para a divulgação de artistas de rua, artes plásticas, artesanato etc.
Em são Paulo a Prefeitura que parece não entender nada disto faz pior ainda, o contrario de tudo que diz respeito à arte e bom senso; proíbe, persegue, usa até a PM para reprimir artistas e artesãos de rua como foi mostrado tempos atrás nos jornais; um guitarrista de rua sendo algemado na Av. Paulista. O contra senso de tudo isto, pra mim a maior prova de despreparo para gerenciar uma cidade da importância de SP esta acontecendo agora, quando a PM que estava sendo usada para ajudar no trabalho da repressão ao comercio ambulante, aos artesãos e artistas de rua foi atacada e morreram muitos policiais. A pergunta é muito simples: Faz sentido usar a PM para combater quem de alguma forma procura trabalhar enquanto a população morre pelas esquinas, é assaltada, sequestrada? Não é melhor usar estes mesmos policiais para ajudarem no trabalho preventivo, na segurança das pessoas que andam na cidade?

















































Artista de rua canta música do 'Rolling Stones' no Centro do Rio e bomba na web

 

Foto: Reprodução Internet
Com uma placa onde se lê seu nome, Jesuton, e um amplificador ao lado, ela já é conhecida por cantar em diversos pontos da cidade. Mais de duas mil pessoa já cutiram sua página no Facebook, onde ela posta imagems, vídeos e diz onde estará cantando.
http://odia.ig.com.br/portal/diversaoetv/artista-de-rua-canta-m%C3%BAsica-do-rolling-stones-no-centro-do-rio-e-bomba-na-web-1.447922


sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Blá, Blá, Blá e a realidade ao lado/ Rio - 20

Enquanto a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, acontece no Rio de Janeiro, não muito distante do centro onde o evento está sendo realizado, um fotógrafo flagra uma cena oposta aos anseios debatidos nas reuniões verdes.
http://colunas.globorural.globo.com/planetabicho/2012/06/21/proximo-ao-centro-de-conferencias-da-rio20-fotografo-flagra-porco-buscando-alimento-em-um-riacho-cheio-de-lixo/ 

Massacre do Pinheirinho denunciado ao CNJ e à OEA

Ex-moradores do Pinheirinho, movimentos de direitos humanos e advogados entregaram à ministra Eliane Calmon Reclamação Disciplinar contra cinco membros do Judiciário paulista
por Conceição Lemes
Nesta sexta-feira 22, a desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), completa cinco meses.
Mais de 6 mil pessoashomens, mulheres, crianças de todas as idades, idosos e enfermos – foram retiradas violentamente do terreno em que moravam há mais de oito anos por uma tropa de choque de mais de 2 mil policiais  da Polícia Militar do Estado de São Paulo e da Guarda Civil Metropolitana. A maior parte dos moradores perdeu tudo: desde casa (todas demolidas), móveis, fogão, geladeira, TV, computador, roupas até documentos.
Um verdadeiro massacre autorizado pelo governador Geraldo Alckmin e o prefeito Eduardo Cury, ambos do PSDB, com a complacência do Judiciário paulista.
Para que fatos como esse jamais se repitam, vários juristas, entre os quais os professores Fabio Konder Comparato, titular da Faculdade de Direito da USP, e José Geraldo de Souza Júnior, reitor da Universidade de Brasília (UnB), denunciaram o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Na denúncia, pedem:
* Medidas legislativas e políticas públicas urgentes para que o Estado brasileiro não permita mais episódios como o Pinheirinho nem se confira tratamento semelhante a outros graves conflitos sociais.
* Apuração de responsabilidade das autoridades envolvidas, incluindo o governador do Estado de São Paulo e o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
A divulgação da representação à OEA será feita nesta sexta-feira, às 11h, durante ato na Sala do Estudante da Faculdade de Direito da USP.
É a segunda denúncia formalizada esta semana contra a violência da desocupação do Pinheirinho e as irregularidades do procedimento judicial.
A primeira, na terça-feira 19, foi a Reclamação Disciplinar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra cinco autoridades do Judiciário paulista:
Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo
Cândido Além, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo
Rodrigo Capez, juiz assessor da presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo
Marcia Faria Mathey Loureiro, juíza da 6ª Vara Cível de São José dos Campos
Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, juiz da 18ª Vara Cível do Fórum Central João Mendes Júnior.

Pedida ao CNJ a punição de Ivan Sartori, Rodrigo Capez, Márcia Loureiro, Luiz Beethoven, além de Cândido Além que não está nas fotos
A denúncia, assinada por Dalmo Dallari, Celso Antônio Bandeira de Mello, Fábio Konder Comparato e Cezar Britto, entre outros juristas, foi entregue à própria Corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, durante reunião em Brasília.  Na representação de 44 páginas, é solicitada instauração de processo administrativo disciplinar.
Sobre a conduta da juíza Márcia Loureiro a representação ao CNJ salienta:
“Diante da condução abertamente parcial em favor da massa falida, também foi apresentada exceção de suspeição contra a juíza Márcia Loureiro “(noticiado às fls. 693-695 – Proc. nº 0296050-27.2011.8.26.0000)”.
“A juíza em questão fez todo um trabalho de divulgação midiática, em uma ampla campanha de nítido caráter político contra a comunidade do Pinheirinho. Várias foram suas intervenções públicas contra aquelas pessoas 15 indefesas, além das referidas declarações de altíssima impropriedade acerca do valor da área”.
“Como se vê, dizer-se da falta de imparcialidade na condução do processo é minimizar o completo empenho da representada em favorecer os interesses da massa falida. Aqui cabe lembrar – para a completa perplexidade – que o pedido dos advogados dessa massa falida era para a realização de uma mera audiência de instrução”.
Sobre a conduta do desembargador Ivan Sartori a mesma representação afirma:
“Todas as tratativas entabuladas por parlamentares e magistrados, sob a ciência e participação ativa do Presidente do TJSP, revelaram-se parte de um ardil”.
“O mesmo desembargador IVAN SARTORI, que no dia 20 de janeiro de 2012 se reuniu com os parlamentares, designou um juiz (RODRIGO CAPEZ) para dirigir o massacre da desocupação do Pinheirinho, dois dias depois, em plena madrugada de domingo, 22 de janeiro”.
“Por mais incrível que pareça, as condutas viciadas praticadas pela magistrada de primeiro grau de jurisdição foram mais que respaldadas pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ampliadas ao grau da barbárie, em cenário de instituição de um autêntico juízo de exceção”.
“De início, ressalte-se a brutal ilegalidade na assunção de uma jurisdição que não lhe tocava, em completa violação às regras de competência”.
“Não existe nem mesmo um arremedo de norma que ampare a usurpação de competência encetada pelo desembargador presidente”.
“Essa exaustiva reprodução textual visou demonstrar de maneira definitiva que não cabia ao desembargador presidente do tribunal paulista exercer o papel que se arvorou em praticar – de algoz de uma população indefesa. Tolerar um desmando dessa magnitude seria renunciar ao próprio estatuto de democracia”.
“Recebendo ordem da justiça federal para suspender a reintegração de posse, o presidente do tribunal fez chegar ao seu subordinado, o juiz RODRIGO CAPEZ, uma contra ordem para “repelir forças federais”, como já foi noticiado na exposição factual. Ora, isso caracteriza nada menos do que a quebra do pacto federativo, com bem sintetizou o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, criticando a postura do presidente do TJSP”.
Sobre a conduta do juiz Rodrigo Capez a representação ao CNJ diz:
“O juiz CAPEZ teve papel de destaque nas articulações que engendraram o ardil. Os depoimentos dos próprios parlamentares certamente delimitará em qual medida essa ação se desenvolveu”.
“As referências às violações éticas já apontadas no tópico antecedente aplicam-se igualmente aqui. Embora transpareça ser apenas um títere assomado pelabanalidade do mal, seu protagonismo é indiscutível”.
“Dessarte, sua posição servil à presidência não o eximia da adoção de uma conduta compatível com os ditames éticos e legais. É isso que deverá ser avaliado pelo órgão correcional”.
Da audiência com a ministra Eliane Calmon participaram  ex-moradores do Pinheirinho, entidades de direitos humanos e os advogados Cezar Britto (ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil — OAB-Federal), Aristeu Neto, Antonio Ferreira, Camila Gomes, Rodrigo Camargo, Marcus Vinícius (secretário-geral da OAB) e Arthur Motta, assessor do senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
Todos puderam se manifestar, inclusive o senhor Valdir, representante da Associação de Moradores, que descreveu os requintes de crueldade com os quais foi levada a cabo a ação policial de desocupação.
“A audiência foi excelente”, avalia Antônio Ferreira, advogado que acompanha o caso desde o princípio. “A ministra nos escutou e sentimos preocupação da sua parte com os fatos relatados. Percebemos que a Corregedora tinha conhecimento sobre o caso. Saímos de lá com a certeza de que os fatos serão averiguados.”
Camila Gomes, advogada do caso, salienta: “Ficamos com nítida impressão de que o CNJ está preocupado não apenas com a regularidade técnica da atuação dos magistrados, mas também com a ética e a responsabilidade social no exercício da função jurisdicional”.
Para o advogado Cezar Britto, ex-presidente da OAB, a reunião no CNJ foi bastante proveitosa principalmente porque dois fatos referentes ao Pinheirinho geram conseqüências positivas na Magistratura.
“O primeiro quando se pediu ao CNJ que adote procedimentos uniformes em relação a conflitos sociais, evitando violações de direitos humanos e possíveis massacres dos cidadãos, fortalecendo assim a imagem do Poder Judiciário como distribuidor de justiça”, observa Britto. “O segundo, e não menos importante, é a adoção de medidas terapêuticas para evitar que fatos como os de Pinheirinho se repitam, caracterizado no pedido de punição aos magistrados envolvidos.”
http://www.viomundo.com.br/denuncias/massacre-do-pinheirinho-denunciado-ao-cnj-e-a-oea.html        Viomundo

terça-feira, 19 de junho de 2012

Que país é este?

Legião Urbana - Alternativa Nativa 1988 --- Que País é este!melfla2

 

A entrevista de Kassab na TV Gazeta


Ontem em entrevista na TV Gazeta quando questionado sobre qual “era a do” partido do Kassab, o PSD, ele disse simplesmente que era um partido de centro com forte presença do Estado, nada mais.
Outro resposta "interessante" foi sobre o apoio a Serra, que ele disse ter um projeto melhor pra cidade, mas como antes ele tentou apoiar o candidato a Prefeitura de SP do PT, então se nesta mesma entrevista estivesse do lado de Haddad, diria que o apoio era porque este tinha o melhor plano de governo pra cidade?
Cuidado com seu voto, enquanto estes “caras” ficam pulando de galho em galho que nem macaco, “trocando figurinhas” o resto da população tem que arcar com o prejuízo de aguentar o “rojão” por mais 4 anos, e não se iluda com esta coisa da cidade estar mais bonitinha, sem ambulantes, nós não estamos na Dinamarca, Suécia onde o índice de desenvolvimento humano é realmente melhor para que as ruas sejam mais “limpas”, aqui há uma enorme desigualdade social e desemprego e estas pessoas que a Prefeitura “varre” simplesmente das ruas, muitas podem engrossar o exercito de “zumbis” que vagam nas noite da cidade de SP sem esperança, outras com menos paciência e estrutura pra aguentar esta situação, entram em desespero e partem pro “outro lado”, é fácil perceber isto analisando o aumento da criminalidade e o aumento de pessoas presas.
Outro dia conversando com um policial que me dizia que eu não podia vender artesanato em uma rua da cidade, eu falava sobre o direito a sobrevivência, que uma pessoa proibida de trabalhar não era uma coisa saudável pra sociedade, ele me respondeu que neste caso aí entraria a outra função dele me mostrando a sua arma. A conversa até que foi amigável, mas analisando friamente, pra quem vota em pessoas que causam a desgraça em massa, é melhor procurar ajudar quem tenta trabalhar, criando alternativas com projetos que funcionem de verdade, ou “passar por cima de tudo”, “lavar a cidade” e depois gastar mais dinheiro combatendo o resultado deste serviço mal feito, lotando os presídios ou gastando mais dinheiro com benefícios do governo pra atender a demanda de mais pobres na cidade?

"As empresas, a corrupção e a democracia", artigo de Jorge Abrahão - Folha de S.Paulo

   
Ainda não responsabilizamos, no Brasil, pessoas jurídicas por atos de corrupção -só os funcionários envolvidos. Isso precisa ser corrigido logo
No que diz respeito à corrupção, a vida no Brasil vai de escândalo em escândalo, com breves intervalos para um cafezinho.
A partir do anúncio de uma operação, assistimos a uma sucessão de informações em doses homeopáticas. Seguem então as acrobacias dos advogados de defesa dos acusados -não para rebater o conteúdo das acusações, mas para achar brechas na legislação visando o arquivamento dos processos. É lamentável observar a que se reduziu o direito nesses casos.
Essas estratégias dissimuladoras, além de gerarem profunda indignação na maioria dos cidadãos, também causam mágoas políticas que levam ao afastamento de muitos da vida política do país, o que é uma perda inestimável.
Essa reação, entretanto, desconsidera o fato de que o desdém com a política só faz com que se perpetue esse tipo de prática.
Avançaremos mais no combate à corrupção na medida em que ela for entendida como uma corresponsabilidade dos governos, das áreas legislativa e judiciária, das empresas e da sociedade civil.
Por isso, precisamos aprofundar a participação, como se cada escândalo fosse o combustível que nos conduz à ação.
Um dos caminhos para uma mudança estrutural é atuar nas causas desses escândalos, principalmente na relação promíscua entre o público e o privado, eivada de distorções há muito construídas e que se evidenciam, sobretudo, no período eleitoral.
O desafio é incentivar ações voluntárias e regulamentações que reduzam a chance de troca de favores entre pessoas jurídicas e partidos políticos.
Temos estimulado a ação voluntária das empresas na promoção da integridade e no combate à corrupção, tendo como objetivo a transparência, a adoção de um código de ética e a qualificação de seus colaboradores para tratar o tema.
Nesse caminho, muitas empresas têm assumido compromissos, dando visibilidade a suas ações e submetendo a sua reputação ao escrutínio público.
Muito além das ações voluntárias, está a regulamentação que universaliza o padrão de atuação das empresas.
Nesse âmbito encontra-se o projeto de lei 6826, que trata da responsabilização administrativa e civil da pessoa jurídica em atos de corrupção contra a administração pública nacional ou estrangeira.
Até hoje, no Brasil, as pessoas jurídicas não são responsabilizadas por atos de corrupção -somente os funcionários envolvidos, pessoas físicas. Isso gera uma enorme distorção, que precisa ser corrigida o mais rápido possível.
Por isso, é fundamental que a Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprove o projeto de lei 6826, em votação que deve ocorrer amanhã, 9 de maio.
Quanto mais desvincularmos o interesse público do interesse privado, mais estaremos valorizando a política e as empresas sérias e contribuindo para a consolidação de nossa democracia.
JORGE ABRAHÃO, 54, é presidente do Instituto Ethos, membro do Conselho do Global Compact da ONU e da Comissão Nacional Rio+20
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O dia do ladrão Fui roubado, entraram na minha casa, quebraram o vidro e arrombaram um cadeado, já era previsto e tinha tirado já ...